Internet Explorer está perdendo espaço até nas empresas


Assim como os internautas no geral abandonaram o Internet Explorer ao longo dos últimos anos, o mundo dos negócios também se tornou menos dependente do tradicional browser.
As empresas que costumavam obrigar o uso do navegador para acessar aplicativos web agora começaram a tomar uma atitude bem mais heterodoxa em relação aos browsers. Embora ele ainda não tenha acabado, a experiência de usar o IE 6 para acessar alguns aplicativos legados é cada vez menos comum.
“As coisas mudaram muito nos últimos três anos, e acho que muito disso tem a ver com o surgimento da web moderna e da popularidade do celular”, disse o analista da Gartner, David Mitchell Smith.
Um exemplo da mudança no uso de navegadores corporativos é a SquareTwo Financial, uma companhia de serviços financeiros de Denver (EUA) que trabalha principalmente com gestão de distressed assets (ativos depreciados).
Os 280 funcionários da empresa lidam com ambos os consumidores e negócios comerciais, compra e venda de dívidas, e um programa de franquia significa que existem mais de 1500 pessoas que trabalham nas afiliadas da SquareTwo. De acordo com o CTO, Chris Reigrut, a empresa tem cerca de 280 milhões de dólares em receita anualmente.
“Além de compra e venda de dívidas, também oferecemos uma plataforma de software como serviço, o qual nossas franquias (e nós) usamos para realmente negociar e contestar a dívida”, afirmou o profissional à Network World.
A SquareTwo não precisa padronizar, disse, porque manter suas ofertas diversificadas faz parte da ideia – todos os vários recursos online da companhia possuem diferentes requisitos.
“Nós distribuímos o Firefox em sistemas Windows – no entanto, o Safari e o IE são ambos frequentemente usados. Nosso sistema interno colaborativo é oficialmente suportado apenas no Firefox e Safari. Nosso ‘cliente’ SaaS é uma instalação pré-empacotada do Firefox, então ele se parece mais com uma aplicação thick-client tradicional. A maioria dos nossos funcionários usam seus navegadores para sistemas internos, bem como vários serviços externos (ou seja, RH, treinamento, etc)”, disse Reigrut.
Preferência pelo Internet Explorer
Os fieis da Microsoft, no entanto, ainda estão lá fora. Muitas empresas optaram por permanecer com o IE como padrão, por várias razões. O SickKids, um hospital infantil de pesquisa em Toronto, por exemplo, optou pelo navegador da Microsoft principalmente por conta da facilidade de aplicar atualizações.


“Temos mais de 7000 end-points. A maioria desses dispositivos são estações de trabalho do Windows e o Internet Explorer faz parte do sistema operacional. Como tal, isso torna mais fácil e se integra bem com a nossa solução para gerenciar e implantar atualizações, correções programadas e emergenciais para o OS, incluindo o IE”, diz o diretor de implementações Peter Parsan.
“O Internet Explorer é mais que um navegador, ele é a base para a funcionalidade da Internet no Windows”, acrescenta.
A complexidade de gerenciar um ecossistema com mais de 100 tipos de software – que executam uma gama de aplicações de produtividade para programas clínicos – requer uma abordagem fortemente controlada, de acordo com Parsan.
Smith concorda que o Internet Explorer ainda tem suas vantagens para os usuários de negócios que querem apenas uma infraestrutura de tecnologia estritamente regulamentada.
“Se você quer um ambiente de TI tradicional gerenciado, realmente a única opção é o Internet Explorer”, disse ele, acrescentando que tanto o Firefox quanto o Chrome ficam atrás do IE em termos de ferramentas eficazes de gerenciamento centralizado.
Outras opções
Algumas empresas, no entanto, tomaram outro caminho – padronizando não no Internet Explorer, mas em outros browsers concorrentes.


O diretor sênior de aplicativos corporativos da fabricante de eletrônicos Sanmina, Elliot Talley, disse que os funcionários da empresa são altamente dependentes de navegadores para atividades críticas de negócios. Tudo, desde o ERP até controle de documentos e cadeias de abastecimento, é executado a partir de uma aplicação web.
Talley disse que a Sanmina decidiu padronizar com o Chrome em 2009, em parte por conta da possibilidade de alternar simultaneamente entre o Gmail e Google Apps para o IE e outros produtos da Microsoft.
“Fez sentido ir para o navegador criado e suportado pela empresa que criou aplicativos os quais somos dependentes. Além disso, o Chrome instala no espaço do usuário, então ele não exige privilégios de administrador para auto-atualização”, disse. “Ele também silenciosamente atualiza automaticamente –  ao contrário do Firefox, que requer uma nova instalação para atualizar versões, ou mesmo o IE, que funciona de forma semelhante. O Chrome, durante o último ano mais ou menos, tem suportado os padrões web melhor do que qualquer outro navegador, e (até recentemente) ofereceu um desempenho significativamente melhor.”
Do Blog
O bom é que o Bill achava que monotizando os PC´s com Windows e junto com o IE iriam fazer com que as pessoas gostassem tanto que não fosse abandona-lo mais ele estava errado. As pessoas estão ficando mais esperta não estão mais tão maravilhadas com o Windows, IE e etc… estamos em outro século e agora tudo ta diferente!
Via: IDG Now

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