Alerta: Jovens caem no golpe da pirâmide financeira

Prática comum na década de 1980 ganha força com uso da internet


A recente suspensão de pagamentos e proibição de adesão à empresa de marketing multinível Telexfree por suspeita de atuar como pirâmide financeira e a notícia de que outros sete investimentos estão sob investigação faz soar o sinal de alerta: as pessoas devem ter cuidado com qualquer oferta de dinheiro fácil. Além das chances de investir e ficar no prejuízo, quem integra um esquema de pirâmide estará praticando um crime, mesmo sem saber, porque o rendimento pode causar danos a outras pessoas. 


As pirâmides são antigas, quase seculares, mas voltaram com força e se espalham rapidamente com a internet. As mais comuns e fáceis de serem identificadas são as ofertas que chegam por e-mail. Cópias de comprovantes de depósitos tentam garantir o sucesso do esquema, que depende do investimento e do ingresso de um número cada vez maior de participantes. 


Para o professor do curso de Economia da Furb Ralf Marcos Ehmke, a iniciativa atrai, em especial, os jovens. Ele explica que, mesmo com toda informação disponível hoje, muitos não têm conhecimento sobre o golpe e não vivenciaram o auge do esquema, nas décadas de 1980 e 1990, que tem como foco o recrutamento do maior número de pessoas dispostas a dar dinheiro a outras. 


Uma auxiliar de produção têxtil de Indaial entrou em um desses esquemas há cerca de um ano, mas até hoje não recuperou o valor do depósito, de R$ 100. A jovem de 29 anos, que preferiu não se identificar, conta que a proposta foi recebida por e-mail e prometia lucros de mais de R$ 500 mil em um prazo mínimo. Com dívidas para pagar, resolveu investir o dinheiro. Fez o depósito para cinco pessoas e repassou a corrente para outras 100. Até hoje, recuperou apenas R$ 20. 


– As pessoas devem ter todo cuidado possível com isso, fui enganada, mas não quero que isso aconteça com ninguém. E olha que não adianta ter endereço, telefone, nada disso, pois quando você vai atrás, acaba não achando ninguém – observa a moça. 


Há relatos da realização de pirâmides desde o Século 19 em várias partes do mundo. Mas foi no Século 20 que ela se consolidou. Nas décadas de 1980 e 1990, a atividade se espalhou pelo Brasil através de correntes postais. A pessoa recebia uma carta, cujo conteúdo orientava a distribuir cópias para outras pessoas, removendo o primeiro nome da lista e incluindo o próprio no final. Os novos destinatários passariam a enviar dinheiro para todos da lista. 


Mas há outras formas de realizar a pirâmide, como convidando pessoas para reuniões de algum programa de aumento de renda, quando, na verdade, são encontros para convencer mais pessoas a entrar no esquema. A forma de pagamento e recebimento é praticamente a mesma da carta. A pessoa do topo da pirâmide é favorecida sempre e, além de ganhar uma taxa de adesão, muitas vezes recebe porcentagens de todos os novos participantes. 


– No passado, o alcance do golpe ficava limitado, porque era através de carta e demandava mais tempo e gastos com correio. Hoje, com a internet, o alcance é incalculável, sem fronteiras, e tudo pode ser feito rapidamente – ressalta Ehmke.


Clique aqui para saber como funciona a pirâmide financeira, e leia dicas de como não cair no golpe na edição desta terça-feira do Santa.
Via: Clicrbs

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