Google Glass e a confusão nas leis de trânsito

(Foto: Divulgação)

O grande diferencial do Google Glass é possibilitar que os usuários efetuem certas tarefas sem precisar usar as mãos. Além de tirar fotos, fazer vídeos, atender ligações, conferir e-mails e mensagens em redes sociais, o portador dos óculos inteligentes poderia usar a “tecnologia vestível” para trafegar com mais segurança.

Mas não é bem assim que alguns governantes entenderam o dispositivo. O Glass mal chegou às mãos de alguns poucos consumidores e já vem dando nó na cabeça de legisladores de trânsito, inclusive no Brasil.

Uma das primeiras ações tomadas contra a mistura Glass-e-direção foi tomada na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, onde o deputado Gary G. Howell usou um review da CNET para escrever um projeto de lei que proibiria as pessoas de dirigir usando o produto.

E Howell não tem problemas com a tecnologia, em si, mas com a situação que ela proporciona: “Eu realmente gosto da ideia do produto e acredito que ele seja o futuro, mas em nossa última legislação nós trabalhamos muito por uma lei contra dirigir e trocar mensagens”, disse ele à época.

A preocupação é que principalmente os jovens intensifiquem a distração caso os óculos se tornem tão populares quanto são hoje os smartphones. “Eu vejo o Google Glass como uma extensão [desse problema]”, justificou.

Não são apenas alguns americanos que pensam assim. Um porta-voz do Departamento de Trânsito do Reino Unido declarou hoje que o órgão trabalhará em conjunto com a polícia para impedir que os cidadãos usem o Glass enquanto dirigem no país.

“É importante que motoristas deem total atenção à estrada quando estiverem ao volante e não se comportem de alguma maneira que os impeça de observar o que está acontecendo na estrada”, afirmou.

Os britânicos já possuem sanções relacionadas à falta de atenção ao volante, assim como o Brasil. Há pelo menos três artigos no Código Brasileiro de Trânsito que, embora não tratem especificamente sobre o Glass, podem servir para enquadrá-lo: 169, 231 e 252.

Os trechos em questão dizem que não se pode dirigir “sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança” ou “utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular” e que é proibido “transitar com o veículo: qualquer objeto que possa acarretar risco de acidente” (como DVDs, por exemplo).

Na outra ponta, curiosamente, há quem queira direcionar recursos do Glass ao universo automobilístico. Aliás, um projeto da LiveMap que visa transformar capacetes motociclísticos conquistou apoio até mesmo do Departamento de Ciências de Moscou e só precisa completar o financiamento para sair do papel.

Quando estiver pronto, o capacete contará com uma viseira interativa em que aparecerão informações para navegação. É como um GPS, mas tudo é mostrado em frente ao rosto do piloto, que não precisa parar nem para dar algum comando. Basicamente o que o Glass proporciona.



Com: CNET e Stuff 

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