Twitter pode ajudar a melhorar a audiência da TV, conclui Nielsen

As mídias sociais e programas de televisão tornaram-se grandes amigos e, para muitos de nós, os dois estão transformando a forma como vemos televisão . Na verdade, o Twitter tornou-se um destino popular onde os fãs podem falar sobre seus favoritos programas de TV em tempo real. Depois de muita pesquisa e análise, pela primeira vez a Nielsen obteve uma evidência estatística de influência causal bidirecional entre a programação da TV e a conversa Twitter em torno dessa programação. O estudo Twitter Causation, divulgado esta semana, conclui que o Twitter pode ajudar a melhorar a audiência da TV no chamado horário nobre.
“Usando a análise de séries temporais, vimos uma influência causal significativa, indicando que a audiência de TV pode aumentar a partir do volume de tweets, e, inversamente, um aumento nos tweets podem aumentar de acordo com a programação da TV”, disse Paulo Donato, chefe de pesquisa da Nielsen .
O estudo analisou 221 episódios de programas diferentes exibidos nos EUA durante o horário nobre, usando SocialGuide da Nielsen, e descobriu que o aumento na audiência muitas vezes produz mais tuites – foi assim em 48% dos episódios estudados. Já do outro lado, um aumento no número de tuites fez subir a audiência em 29% dos episódios em análise.
“Esta abordagem rigorosa, baseada em pesquisa, oferece aos nossos clientes da indústria de mídia uma melhor compreensão da interação entre o Twitter e a programação da TV”, disse  Donato.
“Estes resultados comprovar que muitos dos nossos parceiros de TV têm-nos dito informalmente há anos: que o Twitter impulsiona a audiência, especialmente para a programação de televisão ao vivo, linear”, disse Ali Rowghani, COO no Twitter.
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E no Brasil?
 
Saber quais programas de TV estão bombando nas mídias sociais e decidir se vale a pena associar a sua marca a eles a um custo mais reduzido em relação a anúncios na TV tem desafiado cada vez mais anunciantes e agências. Um dos grande problemas é a falta de métricas que possam ajudar a nortear o planejamento de mídia. Razão pela qual a área de learning & insights do Ibope Media tenha decidido usar a plataforma de inteligência de negócios da startup brasileira Qual Canal para realizar estudos analíticos sobre a influência de redes sociais na audiência de televisão no país.
Resultados preliminares desses estudos foram apresentados no início de julho (11/7), em São Paulo.  Ressaltando ainda ser cedo para estabelecer uma relação direta entre a repercussão no Twitter e a audiência na televisão, Ibope e Qual Canal admitem que já é possível identificar algumas tendências que podem contribuir para definição de estratégias de emissoras e de anunciantes no âmbito das duas mídias. Entre elas o fato de que a relação espontânea entre a audiência e a quantidade de tweets é de interdependência, condicionada pelo conteúdo dos programas de TV.
Há uma relação, mas não obrigatoriamente uma correlação entre volumes de tweet e audiência dos programas, o que dificulta encontrar soluções matemáticas para todos os casos. No entanto, há alguns gatilhos a partir dos quais parece ser possível encontrar uma modelo matemático para estabelecer a correlação _ segundo o analista do Ibope Media, José Calazans, a partir de 17 pontos de audiência, a cada 5 mil tweets é observado o ganho de mais um ponto. Mas só um tempo maior de análise permitirá ao Ibope comprovar essa matematização e incluir novos indicadores de fidelidade, permanência, adesão, etc.
Via: IDGNow

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