Navegando na internet sem anúncios: Adblock Plus

É possível ter uma navegação quase livre de publicidade por meio dos bloqueadores de anúncios. O Adblock Plus é um dos mais famosos, senão o mais famoso.

Recentemente o Adblock Plus ganhou uma versão para o Internet Explorer, um dos navegadores mais populares, apesar da alta rejeição entre usuários mais experientes. Ele já estava disponível para Firefox, Chrome e Opera há muito tempo, e na verdade nem é o único programa do tipo: há muitos outros parecidos.

Navegar nos sites sem anúncios pode ser uma experiência gostosa: o usuário tem todo o foco no conteúdo, deixando de gastar atenção com banners piscantes, anúncios relacionados ao seu histórico de navegação ou interesse ou sobre empresas das quais já é cliente.

Não só o carregamento das páginas fica mais rápido, como a facilidade de navegação também: uma batida de olho já leva direto ao conteúdo principal dos sites, seus menus, seções, etc. Muitos que experimentam não conseguem largar mais os bloqueadores.

Em sites como o YouTube, muitos deles são capazes de remover os anúncios em vídeo que aparecem antes do vídeo desejado – aqueles malditos 5 segundos, quando não 30 segundos inteiros forçados.

Bloqueando anúncios na prática

Quem quer experimentar pode começar com o Adblock Plus, um dos mais recomendados pela galera que usa. Basta acessar e baixar a extensão para seu navegador favorito:

A instalação é bem simples. Na maioria dos casos basta um clique no botão. A página já detecta o navegador em uso e leva ao download correspondente – evitando que você baixe o complemento para o navegador errado.

Uma vez instalado, os anúncios passam a ser bloqueados automaticamente: você não precisa fazer mais nada.


No primeiro uso o Adblock Plus permite ativar outros tipos de bloqueios: bloqueio de malware, remoção de botões de redes sociais e rastreamento que algumas empresas de publicidade usam por meio de scripts nas páginas.

O  bloqueio de malware seria uma camada extra de proteção, já que boa parte dos navegadores atuais implementam função similar. Eles identificam URLs maliciosas com base numa lista, bloqueando o acesso assim que você acessar algum site lá marcado como malicioso.

A remoção dos botões de redes sociais e o rastreamento podem ser desativados por quem quer maior privacidade. Páginas que têm o botão ‘Curtir’ do Facebook, por exemplo, chamam os servidores da rede social para exibir o botão e assim o Facebook fica sabendo o que você acessa. Mesmo deslogado, afinal os servidores deles identificam qual página chamou o botão. Como muitos sites usam os botões, ao longo do tempo estes sites (não só o Facebook) obtém uma extensa lista de páginas que você visita.

Normalmente não há dano real: não há uma pessoa real por trás monitorando tudo o que você vê (ou não deveria existir :P). Essas informações quase sempre servirão para exibir publicidade relacionada ao seu interesse. Várias empresas de internet aproveitam dados desse tipo. Se você acessa muitos sites sobre carros, por exemplo, acabará vendo mais anúncios sobre carros vindos das redes de publicidade com acesso ao seu histórico.

Instalou o Adblock Plus mas ainda vê anúncios?

O Adblock Plus mantém uma lista com anúncios “aceitáveis”, normalmente menos intrusivos ou de patrocinadores da ferramenta (tudo por dinheiro, né…). Para desativá-los também, vá até a tela de opções da ferramenta e desmarque o item “Permitir algumas propagandas não-invasivas”. No Firefox isso pode ser feito clicando no botão que ele adiciona na barra inferior, indo a seguir em Opções de filtros.

Questões morais

Usar bloqueadores de anúncios pode fazer você se sentir mais confortável, ter uma experiência de navegação mais agradável e talvez até mesmo mais rápida. Mas a prática está longe de ser vista como “benéfica” para a web.

Assim como emissoras de rádio ou TV ganham dinheiro com publicidade, os sites também precisam delas para existirem. Servidores que ficam ligados 24h por dia têm custos. Altos custos, dependendo do volume de visitas. Os domínios têm uma anuidade a ser paga, caso contrário saem do ar (os endereços dos sites, como hardware.com.br ou google.com). Há custos com redatores, designers, programadores, profissionais das mais diversas áreas, ferramentas de desenvolvimento… No caso do YouTube os donos dos vídeos com anúncios também ganham dinheiro com a publicidade, o que permite que invistam em materiais, estúdios, câmeras, atores… Não existe almoço grátis. A publicidade banca a web como a conhecemos.

Se todo mundo passar a usar bloqueadores de anúncios (um número muito grande de gente já usa) a queda nos rendimentos dos sites acabaria afetando a produção de conteúdo na internet.

Pegando como exemplo o YouTube: fazer vídeos dá trabalho. Fazer vídeos bem feitos dá muito trabalho. E isso tem um custo: câmeras, iluminação, roteiros, etc. Muitos vídeos populares tiveram algum investimento por trás, ainda que pequeno – sem dinheiro nenhum não há câmera nem conexão para carregar o vídeo.

Se ninguém visse as propagandas os criadores não teriam como produzir tais vídeos, pelo menos não com a mesma dedicação e coragem. Como troca talvez os usuários precisariam fazer assinaturas pagas, ou simplesmente ficariam sem curtir o vídeo que tanto desejam, porque ele deixaria de ser feito.

Ver um mundo em que todo mundo usa bloqueadores de anúncios parece algo improvável. A menos que algum grande fabricante de navegador inclua o recurso por padrão, geralmente quem bloqueia tem algum nível de experiência na web acima da maioria dos usuários comuns.

O Google é o gigante da internet, líder no segmento de anúncios online. Por meio do AdWords/AdSense agências e empresas contratam espaço em sites diversos, e tanto o Google como os donos dos sites ganham dinheiro com isso. A popularização do Adblock Plus fez com que o Google pagasse aos desenvolvedores para ser incluso numa “lista branca”, permitindo a exibição de anúncios nas páginas de busca, conforme inúmeros relatos e notícias que pipocaram há alguns meses. Por aí dá para imaginar o prejuízo que estes bloqueadores estavam causando.

Resumindo, a ferramenta está aí: usa quem quer. O Adblock Plus não é o único, é apenas um dos mais populares.

Ao bloquear anúncios, tenha em mente que o site que você está visitando pode estar perdendo dinheiro. Se muita gente fizer isso a produção de conteúdo entregue gratuitamente ficaria inviabilizada. Não existe almoço grátis.



Via: Hardware
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