FBI: ‘Desmantelamos o Anonymous’

Anonymous

O FBI alega que os grandes ataques coordenados e executados pelo coletivo hacker Anonymous chegaram ao fim por conta da prisão de membros centrais do grupo. A afirmação foi feita por um oficial do Departamento Federal de Investigação norte-americano ao The Huffington Post.

Os hackitivistas do Anonymous começaram a ganhar fama mundial em meados de 2010, quando fizeram uma série de ataques contra empresas norte-americanas e agências do governo dos Estados Unidos, roubando dados e tirando sites do ar.
Mas a prisão de cinco membros do Lulz Security, um grupo influente de hackers que trabalha em conjunto com o Anonymous, teve um “enorme efeito dissuasor” no difuso coletivo, criando uma camada adicional de desconfiança dentro do grupo. Ou pelo menos é isso que garante Austin P. Berglas, agente especial encarregado da divisão cibernética do FBI em Nova York, Estados Unidos.

Vale lembrar que, embora as palavras tenham a sua validade, as pessoas que já disseram coisas semelhantes sobre o Anonymous acabaram se dando muito, muito mal. O exemplo mais clássico é o do analista de segurança Aaron Barr, que na época era CEO da empresa HBGary e afirmou ter usado técnicas simples para identificar e delatar hackers do Anonymous, ironizando o grupo através de declarações na imprensa.

O Anonymous respondeu à altura: hackeou o site da firma, copiou dezenas de milhares de documentos das empresas HBGary e HBGary Federal, postou as senhas de todos os e-mails das empresas nas redes sociais e ainda dominou a conta deles no Twitter. Por fim, o e-mail pessoal do próprio Barr foi tomado, e o seu iPad invadido remotamente. O grupo responsável pela ação cresceu dentro do Anonymous e se tornou o LulzSec.

Mas a grande verdade é que, desde que um membro trabalhou com autoridades americanas para delatar seus ex-companheiros, o Anonymous nunca mais foi o mesmo. O agente alega que todos os hackers presos em 2012 eram cabeças importantes do Anonymous. Essas prisões contaram com a ajuda de um informante-chave na investigação, Hector Monsegur, mais conhecido como “Sabu”, que foi preso e em seguida resolveu colaborar com FBI e revelou informações sobre alguns ex-companheiros. Isso semeou a desconfiança dentro do grupo, afinal todos pensavam que isso poderia acontecer de novo e que um deles poderia se voltar contra o Anonymous e denunciá-los em algum momento.

“O movimento ainda está lá, e eles ainda estão praticando hacking no Twitter e postando coisas, mas você não ouve nada sobre esses caras virem para cima com suas grandes violações”, disse o agente. “Isso não está acontecendo, e isso se deve ao desmantelamento dos maiores jogadores”.

Gabriella Coleman, uma professora da Universidade de McGill que estuda o Anonymous, disse que não há dúvidas de que as prisões deferiram um golpe quase mortal no núcleo da organização. Mas ela ressalta que o Anonymous ainda está vivo e que eles poderiam facilmente ressurgir com muita força.



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