Criança precisa aprender a programar

Educação programação
O editor e designer gráfico americano Chip Kidd, autor de uma das capas de livros mais famosas do mundo, escreveu um manual para ensinar os fundamentos do design gráfico a crianças. Segundo Kidd, nossos pequenos e pequenas podem aprender qualidades importantes, como conceitos e metáforas, criando desenhos. Chip Kidd é considerado um pioneiro por usar o design gráfico de maneira educativa, mas ele não está sozinho quando se trata de aplicar maneiras diferentes para educar crianças. Encontrar formas alternativas de aprendizagem é um movimento que está ganhando muita força ao redor do mundo, principalmente por causa da tecnologia.
Tenho acompanhado vários artigos de educadores que acreditam que a coisa mais importante para ensinar a uma criança de 5 anos hoje é programação de dados. Mas, se você está pensando na parte mais matemática da disciplina, como C++ e Java, está errado.
A estratégia por trás da educação infantil baseada nos princípios da programação e da tecnologia é fazer com que as crianças entendam e resolvam problemas simples por meio dos sistemas usados em programação, como variantes e sequência de comandos.
Atualmente, smartphones e tablets estão transbordando de aplicativos que prometem criar futuros gênios. Até mesmo as escolas estão entrando na dança. Na Holanda, sete escolas, batizadas de SteveJobsSchools, já aboliram os cadernos e os livros. Todo o currículo está no iPad. Em Nova York, o empreendedor Eric Vreeken inventou um aplicativo chamado StudyLock, que trava o celular e a única maneira de acessar o menu do aparelho é respondendo a perguntas sobre história, biologia, ciências ou, ainda, resolvendo problemas de matemática.
Mas todos esses exemplos usam tecnologia para educar crianças de maneira passiva. Ou seja, eles são aplicativos feitos para as crianças, mas a melhor maneira de aprender está em aplicativos feitos pelas crianças.
O professor e pesquisador J. Paul Gibson, da Irlanda, desenvolveu um sistema para ensinar crianças de 5 anos a criar um jogo da velha. Já o professor Mitch Resnick, do americano Massachusetts Institute of Technology (MIT), desenvolveu uma plataforma online chamada Scratch. Ela permite que crianças aprendam sistemas de comando para programar qualquer jogo que inventarem. O professor Resnick acredita que o mais importante não é aprender a programar, mas programar para aprender. Segundo ele, o modo de pensar do programador tem mais afinidade com a maneira de aprender das crianças, pois elas comparam variantes e múltiplas respostas, no lugar de memorizar “o fato correto”, como fazem os adultos.
Tanto Paul Gibson como Mitch Resnick concordam que, ao aprender a programar, os jovens adquirem lições importantes para a vida, com caminhos diferentes que levam a um mesmo lugar. Eles se aperfeiçoam na resolução de problemas e erros e na colaboração com os colegas.
É muito interessante pensar em um mundo onde a educação é baseada nos fundamentos da programação. Um mundo que, por meio da tecnologia, possibilite pensar e desenvolver jogos e aplicativos de uma maneira diferente, pois jogar é menos importante do que aprender a criar o jogo.

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