O que levar em conta antes de decidir pelo Linux como sistema operacional?

Linux

Já não suporta mais o Windows e suas telas azuis da morte? Está por aqui com os 10 minutos perdidos ao esperar a máquina iniciar? Não quer mais saber de programas antivírus, antispyware, firewalls e aquelas pesadas suítes de segurança?

Bom, parece que chegou a hora de você procurar uma alternativa. Já pensou em migrar para o Linux? O sistema operacional gratuito e de código aberto oferece uma alternativa que é semelhante ao Windows, mas sem todos esses aborrecimentos. Os destaques são:

  • É gratuito
  • A maioria dos programas também é
  • Não precisa de super máquinas para funcionar
  • Esqueça vírus, spywares e adwares
  • Há uma série de interfaces para escolher, algumas bem similares ao Windows.

Nada mal, hein? Porém ele não é apenas um bom destino para quem já perdeu a paciência com o sistema operacional da Microsoft, servindo também para dar uma sobrevida para máquinas mais antigas ou para que crianças tenham o primeiro contato com um computador.

Independente do que você pretende fazer, há alguns fatores importantes que devem ser levados em conta – principalmente se o objetivo for tornar o Linux seu sistema operacional principal para usar no dia a dia.

01. Você vai precisar encontrar alternativas para seus programas

Você precisará procurar alternativas para alguns programas comuns no ambiente Windows. O Microsoft Office tem no Linux o LibreOffice e o OpenOffice como equivalentes. Você precisará esquecer o Outlook em prol do Thunderbird ou Evolution. O GIMP é sua provável escolha para substituir o Photoshop.

Uma série de programas populares para Windows existem no Linux em versões próprias para a plataforma ou através de alternativas. O Chrome, por exemplo, é muito similar ao que você encontra no Windows, sendo possível sincronizar tudo com uma conta do Google.

Porém, infelizmente há programas que não dispõem de versões equivalentes. O SugarSync não tem versão para Linux, por exemplo. Se você usa um iPhone ou iPad, também não vai encontrar um iTunes para o pinguim.

Você pode tentar executar esses programas através do Wine, que permite rodar softwares do Windows dentro do Linux, mas não é garantido que ele resolverá todos os problemas de compatibilidade, o que não tira a validade do experimento.

02. Podem haver incompatibilidades de hardware

Não deixa de ser verdade que o Linux tem, de forma embutida, drivers para um extenso leque de placas de vídeo, placas de rede e outros periféricos. Porém, ainda assim, pode não ser possível que você use sua impressora ou um segundo monitor.

Caso apareçam problemas desse tipo, você deverá pesquisar e varrer fóruns em busca de soluções. Veja no site do fabricante se ele dispõe de alguma solução ou algum driver próprio para Linux. Pode ser que você encontre uma maneira de contornar.

03. Há uma curva de aprendizado a enfrentar

O Linux é um ambiente bastante diverso e existem distribuições dos mais variados sabores para você escolher. Você sabe o que é Sudo? Sabe a diferença entre o Debian e o Ubuntu? Apesar do Linux ser bem similar ao Windows, pode ser complicado lidar com alguns pontos.

A boa notícia é que você vai dispor de uma ampla comunidade para prestar suporte. Porém, não há um site central onde encontrar essa ajuda, que fica localizada em sua maior parte em fóruns. Você também precisará lidar com montagem de drives, uso de Sudo e outros termos mais técnicos.

04. Diga adeus aos jogos

Tudo bem, essa afirmação é meio exagerada. Realmente, há muitos jogos disponíveis para Linux e se você usa Steam, já existe uma série de games disponíveis. Porém, a grande maioria são indie. Caso esteja em busca de jogar Bioshock: Infinite, Call of Duty, Batman: Arkham Origins e outros grandes nomes, você está sem sorte.

Concluindo

O Linux pode ou não ser a melhor saída para você. Esse artigo reuniu algumas coisas que devem ser levadas em conta antes de fazer a troca. Mas quem disse que precisa ser tudo de uma vez? Você pode experimentar antes para ver como se sai, sem abrir mão do atual sistema com o qual está acostumado.

Pesquise como fazer dual-boot na sua máquina, para poder experimentar uma distribuição Linux usando o hardware físico diretamente sem deixar de lado o sistema operacional que você usa hoje. Uma alternativa mais simples e fácil é usar uma máquina virtual através do VMWare Player ou do Oracle VirtualBox.

Para escolher uma distribuição que mais tem chances de se dar bem com você, faça o teste Linux Distribution Chooser que, apesar do nome, está todo em português. Ao final de um curto questionário, você verá uma lista de distros que se encaixam no que você selecionou.

Experimente! Novos conhecimentos sempre são bem vindos. Ao final de um tempo de adaptação, veja se é hora de dar adeus ao Windows ou se dá para aguentar mais um pouquinho os problemas que ele pode estar te causando enquanto aprende mais sobre o Linux. Não se intimide.

Via: Canaltech

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