Microsoft cria quartel general futurístico para combater crimes virtuais

A Microsoft inaugurou um novo centro de tecnologia destinado a combater crimes virtuais. Contando com especialistas técnicos e jurídicos, o local conta com design futurista para identificar ataques, denunciar novos malwares e inibir o avanço da pedofilia na Internet.

Microsoft cria centro futurístico para combater botnets e malwares pelo mundo (Foto: Reprodução/The Next Web)
Microsoft cria centro futurístico para combater botnets e malwares pelo mundo (Foto: Reprodução/The Next Web)

Localizado no campus da Microsoft, na cidade de Redmond, em Washington, o novo centro de combate a crimes virtuais conta com recursos de hardware e software que detecta e neutraliza ataques de hackers. O edifício pode abrigar os melhores especialistas com experiência para combater ameaças digitais como malware, botnets, exploração infantil e todos os tipos de crimes virtuais.

Especialistas conseguem identificar e denunciar ataques de botnets e malwares (Foto: Reprodução/The Next Web)Especialistas conseguem identificar e denunciar ataques de botnets e malwares (Foto: Reprodução/The Next Web)

O espaço está equipado com todo tipo de recurso de harware e de software destinados aos crimes digitais. Através de um sistema de SitePrint, os profissionais podem mapear redes organizadas de crime online e identificar a exploração infantil na Internet com a análise PhotoDNA. Além disso, há outro sistema para derrubar redes botnets.

Segundo a Microsoft, a estrutura também pode acomodar especialistas de outras áreas que desejam trabalhar na instalação e colaborar com os esforços da companhia.

Em vídeo oficial da companhia (em inglês), a empresa mostra alguns números surpreendentes dos crimes virtuais.

Via: techtudo

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Hacker do Anonymous é condenado a 10 anos de prisão nos EUA

Um membro do grupo hacker Anonymous foi condenado a 10 anos de prisão por invadir computadores da empresa Strategic Forecasting, especializada em análise geopolítica. A sentença foi anunciada na última sexta-feira, 15/11.

Jeremy Hammond, de 28 anos, se declarou culpado em maio por conspiração após hackear os computaores da empresa citada acima, também conhecida como Stratfor. Ele foi sentenciado pela juíza Loretta Preska durante uma audiência realizada em Nova York, nos EUA.

Hammond, que morava em Chicago, foi preso em março de 2012 e acusado de hackear o sistema da Stratfor, além de obter informações de cadastro e dados financeiros e e-mails, entre outros dados. Por fim, dados de cartões de crédito, e-mails e representações criptográficas de senhas foram vazadas. Os cartões em questão foram utilizados para realizar compras que totalizaram 700 mil dólares.

O julgamento teve a presença de pessoas que apoiam Hammond e o veem como um homem do bem, que teria revelado segredos do governo dos EUA para o bem público, no “estilo” do ex-funcionário da CIA, Edward Snowden, e do WikiLeaks. Os advogados do réu argumentaram que os atos dele foram uma forma de desobediência civil contra uma empresa subcontratada pelo governo, o que não foi aceito pela juíza do caso.

No julgamento, Hammond admitiu ter invadido servidores de agências da lei do governo, organizações privadas, e companhias que ele afirma colaborarem com a vigilância do governo norte-americano. 

“Senti que tinha a obrigação de usar minhas habilidades…de levar a verdade para o mundo”, afirmou Hammond, adicionando que acreditava que a vigilância era exagerada desde que os EUA entraram em conflito com outros países a partir de 2001.

Segundo os advogados de Hammond, as compras feitas com os cartões obtidos pelos hacks não usadas para ganhos pessoais, mas para boas causas como doações para organizações sem fins lucrativos.

 

Via: IDGNow