Twitter checa idade de quem segue ‘cervejas’ no modelo de sites pornô

O Twitter anunciou uma nova ferramenta que permite que grandes marcas de bebidas alcoólicas, como cervejas, filtrem os usuários que seguem suas contas por idade. O recurso, anunciado na segunda-feira (25), vai permitir que as empresas se conectem com audiências mais apropriadas aos seus produtos e garantir que seus tuítes não atinjam o público errado.

A medida é similar ao que foi aplicado aos sites de conteúdo pornográfico, violento e outros temas não indicados para menores de idade e já está valendo para alguns perfis no Twitter.

O sistema introduz um novo passo no processo de seguir novas contas. Após clicar no botão, o usuário recebe uma notificação por DM perguntando qual é a sua idade. Feita a confirmação, o Twitter checa se a idade do usuário é superior à mínima legal para consumir bebidas alcoólicas em seu país de origem e completa a operação. O sistema mantém registrado se o usuário pode seguir estas contas, mas não armazena a data de nascimento.

Recurso do Twitter impede menores de seguirem marcas de bebidas alcoólicas (foto: Reprodução/Twitter)
Recurso do Twitter impede menores de seguirem marcas de bebidas alcoólicas (Foto: Reprodução/Twitter)

 

Na primeira fase da implementação do recurso, o Twitter fez parcerias com algumas marcas como Bud LightJim BeamKnob CreekHeineken e Bacardi. A Bud Light, por exemplo, usou o sistema para alcançar usuários com idade superior a 21 anos durante os jogos da NFL. Já a Knob Creek conseguiu lançar sua nova marca de bourbon também através do microblog.

O Twitter disponibilizou a plataforma para outras marcas interessadas. “Esperamos que esta abordagem permita que as marcas de bebidas possam se conectar com o público correto”, disse a rede social em comunicado. Ainda não há marcas nacionais que aderiram ao projeto.

O recurso funciona tanto no Twitter para web, no site twitter.com, como nos aplicativos do microblog para Android e iOS (iPhone e iPad)

Via: techtudo

Rede social Badoo supera Orkut, Google+ e Twitter no Brasil

A nova pesquisa da Serasa Experian sobre as redes sociais mais populares no Brasil mostra o que todo mundo já sabe: o Facebook lidera, com 73% de participação, seguido pelo YouTube, com 16%. A novidade fica por conta da rede de relacionamentos Badoo (1,20%), que em outubro superou Google+ (1,15%) e Orkut (0,97%). Completam o ranking o Yahoo! Respostas Brasil (0,94%), seguido de Twitter (0,90%), Ask.fm (0,89%), Bate-papo UOL (0,81%) e LinkedIn (0,31%).
Segundo a pesquisa, feita em outubro, o brasileiro passou em média 25 minutos e 32 segundos no Facebook durante o mês. No YouTube, o tempo dispensado foi de 19 minutos e 47 segundos. Descobriu-se que as pessoas que mais acessam plaformas sociais online no Brasil têm entre 25 e 34 anos (27,65%), seguidas do grupo de 18 a 24 anos (23,16%), 35 a 44 (20,36%), mais de 55 (14,87%) e entre 45 e 54 anos (13,95%).
O Sudeste concentrou a maior participação de visitas às redes sociais em outubro, com 57,03%. Em segundo lugar, aparece a região Sul (18,45%), seguida de Nordeste (12,80%), Centro-Oeste (8,06%) e Norte (3,65%). Já os estados do país com a maior participação de visitas às redes sociais no mesmo período foram São Paulo (33,91%), Rio de Janeiro (12,85%), Minas Gerais (10,33%), Paraná (7,48%) e Rio Grande do Sul (7,19%).
Confira a tabela com o desempenho de todas as redes avaliadas. A pesquisa considera apenas os acessos fixos à internet, portanto, exclui a navegação móvel.
Reprodução

Twitter bate recorde em seu dia de IPO e supera “trauma” do Facebook

Em seu primeiro dia da oferta pública de ações (IPO) na Bolsa de Nova Iorque (NYSE), o Twitter protagonizou “o maior salto de um dia para um IPO acima de US$ 1 bilhão desde 2007”, segundo levantamento da Bloomberg. O microblog viu seus papéis (TWTR) abrirem negociação na Bolsa nesta quinta-feira, 07/11, vendidos por US$ 45,10, 73% acima do preço de US$ 26 estabelecido para o IPO. O salto fez a empresa ter valor de mercado de US$ 24,5 bilhões

No final do dia, as ações do Twitter fecharam em US$ 45,52 e nesta sexta-feira o valor das ações continua acima de 40 dólares no pregão da NYSE, com queda de 4% em média.

O microblog captou US$ 1,8 bilhão junto aos investidores oferecendo 70 milhões de ações pelo preço inicial de 26 dólares mas, segundo a Bloomberg, a quantidade de pedidos de ações do Twitter foi 30 vezes maior que o número de ações oferecidas, daí uma explicação para o salto.

O cenário do Twitter é o oposto ao vivenciado pelos executivos do Facebook, um ano e meio atrás, quando no dia do IPO as ações quase não conseguiram ser comercializadas pelo preço inicial estabelecido pela rede social e, no dia seguinte, tiveram queda de 11%, ficando abaixo do preço de abertura, para desapontamento dos investidores.

Investidores e analistas estão surpresos com o entusiamo do mercado pela empresa, especialmente porque a maioria deles tem certeza de que o valor das ações está muito acima do que deveria estar, dado o fato de que o microblog, com 218 milhões de usuários ativos, está operando no vermelho hoje, com crescimento de receita mas idêntico crescimento de despesas.

Dan Olds, um analista do The Gabriel Consulting Group, reafirma sua surpresa com o vigor do Twitter, alegando, com razão, que a empresa ainda precisa se mostrar lucrativa. No entanto, segundo o analista, os investidores parecem estar relevando os riscos e se focando no potencial do Twitter, sem contar com o fato de que a empresa foi capaz de fazer com que a palavra “tweeting” ficasse popular mesmo entre pessoas sem nenhum perfil tecnológico.

“Acredito que, primeiro, o Twitter já está no mercado há um bom tempo e é uma das últimas grandes que ainda estava como empresa privada. Também há o lado positivo de que os executivos do Twitter foram inteligentes em planejar o IPO evitando os problemas que afetaram o Facebook e seus banqueiros fizeram um excelente trabalho estocando a demanda pelas ações”, diz Ods.

Pessoas procurando por oportunidades de investimento em social networking de fato tem poucas empresas para escolher – Facebook, Google, LinkedIn e agora o Twitter. A pergunta é como manter alto o entusiasmo dos investidores.

Analistas ouvidos hoje nos principais veículos de economia dos EUA foram enfáticos em dizer que o valor das ações está muito acima do razoável e alguns estimam que o preço correto deveria ser de 20 dólares.

Patrick Moorhead, analista da Moor Insights & Strategy, disse à Computerworld que é difícil que as ações se mantenham nesse patamar alto, mas Brian Blau, analisa do Gartner Inc., é mais otimista. “Os investidores vão se manter interessados na medida em que o Twitter progrida em suas principais métricas, que é a reteção dos usuários, expansão das suas linhas de negócio e crescimento contínuo de receita em publicidade. Foi um bom dia para as redes sociais em geral e o sucesso do IPO do Twitter mostra que os investidores acreditam que no futuro as redes sociais estarão integradas nas nossas vidas digitais”.

Via: IDGNow